Bom Domingo Galera,
É com prazer que anuncio a Entrevista com o Robnei. O cara além de concurseiro já é professor de cursinho. O cara tem muita experiência. Vamos a entrevista.
Entrevistado da Semana: Robnei Stefanes.
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Olá Robnei. Conte um pouco sobre sua vida?
Olá, Lucas e
pessoal do blog Resumos para Concursos! Primeiro, é um prazer trocar um pouco
dessa experiência, ainda vivida, nesse mundo de estudo para concursos. Tenho 26
anos, graduado em Administração e especialista em Metodologia Científica,
recheado de amigos dos diversos caminhos que escolhi até chegar onde estou, sem
esquecer a parceria de uma família mais que especial. Foram muitos caminhos até
chegar aqui, apesar da idade. Comecei a trabalhar desde cedo, aos 12 anos,
enquanto dividia o tempo com um turno de estudos, outro de trabalho. Na
faculdade, aos 17 anos, passei a trabalhar em tempo integral e conciliar
trabalhos, apresentações, artigos, provas etc. Até essa época minha faixa
salarial era de R$ 200 mensal, baita sacrifício para ter minhas coisas, mas
devagar, tudo dava certo no momento certo.
Na época de
faculdade comecei a esboçar esforços para estudar para concursos, mas só foi o
tempo de ter contato com algumas matérias de Direito, pois o tempo não era tão
amigo assim. Após me formar na faculdade, passei a lecionar em cursos técnicos
e iniciei a especialização em educação. As coisas começaram a melhorar, já não
precisava voltar andando para casa quando terminavam minhas aulas, a grana já
era suficiente. Mas nem sempre o trabalho era certo. Dois meses eram bons,
quatro eram péssimos. Enquanto vivia essa maré, fui alimentando expectativas de
me mudar e trabalhar fora. Quando terminei a especialização, surgiu uma
proposta para trabalhar na África. Isso mesmo, lá do outro lado do oceano.
Encarei e morei 10 meses em Luanda, Angola. Trabalhava como Gestor
Administrativo Financeiro em uma rede de comércio e indústria de panificação e
pastelaria. Os turnos eram de 10 a 12 horas. Lá tive a oportunidade de
amadurecer aspectos importantes na vida de uma pessoa, social, cultural e
profissional, e o choque de realidade e confronto da riqueza exacerbada com a
pobreza discriminada.
Para o Brasil
retornei, mas já não era a mesma coisa. Ficar fora do mercado de trabalho e
querer voltar para ele, não era uma tarefa simples. Depois de muitas
entrevistas, provas de seleção, fases e mais fases em empresas privadas, e nada
de trabalho. Foi quando resolvi abrir meu negócio, que não deu muito certo também.
E lá estava eu, mais uma vez, sem saber o que fazer. O tempo passando, já com
25 anos. Pensei: se não me chamam para trabalhar por bem, vou obrigá-los a me
chamar. Vou estudar para concursos! E assim iniciei os estudos em outubro de
2012. A confiança que logo ia dar tudo certo junto com a inexperiência em
concurso público rendeu alguns resultados bem rápido mesmo: comprei um material
muito ruim, perdia tempo estudando textos desatualizados, não fazia questões,
não planejava e nem hora eu tinha para iniciar e parar os estudos. Fui
percebendo os desvios negativos, passei a ler mais sobre preparação, passei a
ver vídeos de pessoas que obtiveram êxito em concursos e fui adaptando à medida
que tudo ficasse com a minha cara, para que eu não enjoasse e abandonasse mais
uma escolha de projeto de vida.
Passei a ter
atenção em fatores que poucos se importavam, como planejamento de horário,
alimentação, conciliar o plural de disciplinas, estilo de estudo para cada uma,
sistematização de resumos, resolução de questões e grupos de estudos, que eu
mesmo organizava. Uma forma de me manter estudando e atualizado, pois separava
resumos e questões atuais da banca que ia realizar nossa prova. Mas, nem tudo é
tão fácil assim, lembrando, que sem trabalho, sem grana. Daí entra o apoio
fenomenal da minha família, em especial do meu pai, João, que com grande
sacrifício me apóia muito, até hoje, vibrando com todas as aprovações que tive.
Mais ainda, ontem à noite, vibramos muito, com o email que recebi do RH Geral
do IBAMA para preencher o currículo e me adiantar quanto aos exames
admissionais. Isso, depois de tudo, porque eu tinha obrigado eles a me chamar.
Demorou, mas chegou!
Desde o início
dos estudos você sempre teve um foco ou foi descobrindo aos poucos?
O foco inicial era entrar, não importava onde. Era
passar e ser chamado. Mas, depois de um ano de estudo e vivendo concurso
público intensamente, você começa a perceber que é preciso ter um foco. Fazer
todos os concursos não é a estratégia mais viável. Tenho muita vontade de
exercer minha graduação no serviço público, que é Administração, trabalhar em
gestão e organização. Enfim, descobri duas coisas: que posso ter um objetivo e
um sonho. Aquele, trabalhar na Administração Fazendária, especificamente na
Receita Federal; enquanto este, a paixão de aproximar as pessoas nesse meio de
concurso e participar do sonho de cada um. Então é um passo de cada vez:
primeiro, o objetivo; depois, o sonho.
Quais foram suas
maiores dificuldades quanto ao estudo?
São muitos, não conseguirei lembrar todos. Tive que
acostumar minha família com essa rotina, só entenderam de verdade depois da
primeira aprovação. Os amigos que achavam que eu tinha mais tempo livre porque
não trabalhava. A desconfiança de algumas pessoas, pois pensavam que era uma
forma de eu me escorar e não fazer nada. Cansaço, renúncia, dor, insônia,
pressão própria, passar e não ser chamado (resultado só vem depois de um ano).
Como estudava?
Quantas horas por dia? Fez algum cronograma?
Como falei, no início, era tudo errado. Não sabia
onde procurar material, como ler edital, se fazia cursinho ou não. Depois que
passei a planejar o tempo, ter os materiais certos e o que estudar
adequadamente, percebi: cada concurso é uma preparação diferente. Mas em suma, duas
matérias por dia. Estudo cada uma em um período de quatro horas, tirando, pelo
menos, 1:30 a 02 horas líquidas. Mas já cheguei a estudar 12 horas diárias. Não
aconselho tempos longos. Já adoeci para a prova que mais me preparei, e não a
fiz, me deixando pior ainda que a própria doença.
Uso SEMPRE um cronograma, é meu guia e me sinto mais
confortável riscando aquilo que já estudei. Serve para me adiantar quanto às
surpresas que podem surgir. Como hoje trabalho em cursinhos, então meu
cronograma é mais flexível e procuro sempre compensar os dias que não consigo
estudar.
Como recebeu a
notícia da aprovação?
Cada aprovação é especial de uma forma, pois em cada
preparação são desafios renovados. Mas a primeira... Ah! A primeira, essa foi
incrível. O resultado final atrasou dois dias. E no terceiro dia saiu às 10
horas da manhã, depois de nem ter dormindo direito. Ver o nome lá no meio dos
aprovados... É incrível! É a resposta que você precisa para saber que a
renúncia diária deu resultado e esse é o caminho certo. Maravilhoso!!!
Continua na luta
por alguma outra vaga ou pretende parar por aqui?
Eu entrei nisso agora, só comecei. Quero ser Auditor
Fiscal da Receita Federal. É muito? Não! Maior ainda é fazer parte do sonho de
cada um. Aí sim, tenho certeza que nunca vou parar. Na fila sempre tem gente nova.
Deixe um recado
para a galera do blog?
Não há dor que dure para sempre. Estudar tem que ter
dor, porque assim você perceberá o que é bom e o que realmente vale a pena. A
dor é caminho, é a força que preenche as lacunas entre sonho e a
realidade/concretização. O segredo é fazer o simples, o básico. A maioria só
inicia, e a vitória só virá com a persistência e experiência com as derrotas.
Aproxime-se dessa vida intensamente, conviva com as pessoas que vivem isso todo
dia. Essa história de vida solitária de estudo, renove! Há muitas pessoas que
param porque não há onde se apoiar. A força também vem do próximo, na ajuda e
na necessidade. Força sempre! Se começou, já é um vencedor. Agora é só fazer o
básico. Seu lugar está reservado! Forte abraço, pessoal!
Queria agradecer ao Robnei pela entrevista. E ela é um cara muito preparado e acima de tudo uma excelente pessoa. Semana que vem tem mais Galera.
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A Luta Continua.

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